Alianças Estratégicas em Captação de Recursos e Responsabilidade Social

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VAGAS

Estagiário de Captação de Recursos
Função: Captar recursos para projetos dos clientes DEARO com supervisão direta de Fernanda Dearo e bolsa integral em todos os cursos DEARO por um ano. As atividades englobam pesquisa de fontes de recursos, elaboração de projetos, preenchimento de editais e reuniões de negócios. Envie currículo atualizado com pretensão salarial e 3 referências.


Doações para ONGs

Um meio de financiar iniciativas voltadas para a criança e o adolescente no Brasil é praticamente ignorado no país. Os contribuintes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas, podem, por lei, fazer doações a projetos sociais voltados a esse público, e deduzi-las do Imposto de Renda a pagar.


Remuneração do Captador

Qual a melhor maneira de remunerar um captador de recursos pelos seus serviços? Nesse artigo Fernanda Dearo fala de como está essa situação no Brasil.


Eu já fiz DEARO!


"Estou entrando nesta área de elaboração de projetos, e com este curso pude ter informações  muito ricas, com palestrantes de primeira, bagagem gigante, que da gosto de ver. Torna-se empolgante, é dinâmico e o conhecimento é único. Obrigada a Dearo por proporcionar momentos assim".

 

Cristina Donzeli - Legião da Boa Vontade- LBV - Sede São Paulo
Aluna do curso "Elaboração de Projetos para Captação de Recursos" Julho 2010 SP


"A DEARO dá o "pulo do gato" em captação de recursos e elaboração de projetos em seus cursos. Agradeço de coração as informações."

Virgínia Garcez - Presidente da UNIPAZ Salvador 
Aluna do curso "Oficina de Captação de Recursos" 2009 SP


"O curso da DEARO nos traz informações através de plaetsrantes experientes com muito conhecimento no tema proposto, transmitindo muita credibilidade. Após o curso, tenho certeza de que muita coisa em meu trabalho vai mudar para melhor."

Marco Maia - Diretor de Marketing do Goiás Esporte Clube Aluno do curso "Oficina de Captação de Recursos" 2009 SP


Lei Rouanet - Mudanças e Caminhos

Próximo curso DEARO com o Professor Antonio Carlos Pedro acontece dia 21 de dezembro de 2009 em São Paulo.

DEARO - Prof. Pedro, quais as principais mudanças previstas na Lei Rouanet em relação ao sistema anterior?
"Para entendermos as mudanças propostas pelo Ministério da Cultura é preciso analisar o histórico da Lei Rouanet. A proposta apresentada agora é fruto de seis anos de debate com os setores artísticos. Esse processo teve inicio em 2003 com o Seminário Cultura Para Todos, realizado em todo o Território Brasileiro, com o objetivo de redimensionar a Lei 8313/91 – conhecida como Lei Rouanet. Esse mecanismo de financiamento à Cultura foi responsável pela retomada da produção cultural após a extinção do Ministério da Cultura, que havia virado secretaria no governo Collor, que depois dada à pressão da sociedade voltou atrás.

Ao longo desse período o mecanismo de financiamento à cultura por meio de renúncia fiscal, revelou-se concentrador, atingindo níveis dissonantes no período de 2003 a 2007, revelando-nos que somente 3% dos proponentes concentraram 50% do volume captado. Ou seja, metade dos recursos destinados ao fomento da cultura brasileira, ficou concentrada nas mãos de alguns poucos.

Revelou também uma baixíssima participação da iniciativa privada; conforme dados do Ministério, qual seja de cada R$ 10 reais que foram captados por meio da Lei Rouanet nesse período, apenas R$ 1 real foi de dinheiro privado, sendo o restante de renúncia fiscal, que em última analise, é dinheiro público.

Há tempos essa forma de financiamento da cultura vem gerando insatisfação no meio artístico, não obstante a habilitação do projeto, os artistas e ou produtores, enfrentam um caminho tortuoso, muitas vezes sinistro, pelos corredores dos departamentos de marketing das empresas, que em última análise é que decide se o projeto vai ser realizado ou não. Diante desses dados, o modelo se mostrou desigual, esgotado, principalmente quando se consolida na sociedade a percepção de que os recursos públicos destinados à cultura, mesmo sendo pequeno, devem atender senão a maioria, ao menos uma parcela maior da população brasileira, que não somente alguns poucos.

A Lei Rouanet quando criada previu o Fundo Nacional de Cultura, para juntamente com a renúncia fiscal, financiar a cultura no país. A idéia inicial era que o fundo também viesse a receber recursos da iniciativa privada, e assim pudesse financiar aqueles projetos de menor visibilidade na mídia, e assim de menor interesse das empresas. Esse fato não ocorreu. Segundo dados do Ministério, o fundo tem peso muito menor que a isenção fiscal – tendo cerca de R$ 280 milhões em 2007, contra R$ 1,2 bilhão de renúncia.  A nova proposta prevê o fortalecimento do Fundo Nacional de Cultura, propondo também a setorização por áreas artísticas, e a criação de conselhos, tal como o Fundo Setorial do Audiovisual. Sem dúvida essa é a principal mudança em relação ao formato até então vigente."

DEARO - Alguma mudança na Lei Rouanet pode ser considerada ruim, por quê?
"Depende da ótica em se analisa a mudança proposta. Logo que o texto foi publicado, houve um grito generalizado, bravatas e palavras de ordem, fora do tom e tão dissonantes quanto “A Lei Rouanet é nossa”, “Qual o problema de um projeto realizado com recursos públicos, gerar lucro para os realizadores?”,  “ Essa postura do governo é dirigismo cultural”, “O governo quer acabar com a Lei Rouanet”, “qual a culpa do Estado de São Paulo ser o mais rico da federação?”,  só para citar algumas, dentre outras tantas que circularam no veículos e meios culturais,  invasão da Funarte por parcela da classe teatral, etc. Então se analisada por esta ótica, a mudança é ruim, é muito ruim. Um desastre.

Por outro lado o debate continua fervilhando país afora. O Ministro Juca Ferreira e toda equipe do Ministério circulam o país participando de reuniões abertas, seminários em veículos da imprensa, e programas de rádio e TV, apresentando a proposta e esclarecendo a sociedade sobre as mudanças. A Lei não vai acabar; a renúncia fiscal não vai deixar de existir. A proposta do MinC, amplia as alíquotas  dos percentuais que hoje são de 30% e 100% - conforme o artigo em que o projeto estiver enquadrado, com as alíquotas de 30%, 40%, 60%, 70%, 80%, 90%, até 100%. Tem por objetivo ampliar o acesso de mais produtores nos recursos da renúncia fiscal. O que o MinC está propondo de fato é uma diversificação desse mecanismo de renúncia fiscal, para atender mais cidadãos, produtores, artistas, músicos, atores, etc.

Alguns críticos questionam: “ Os ajustes que estão sendo feitos são sobre uma base errada, porque não mudam o princípio básico” afirma Sharon Hess, diretora – geral da agência Articultura. “ Trata-se de repasse de dinheiro público com critérios privados, e isso fere qualquer princípio republicano”, emenda. A crítica é compartilhada pelo diretor de teatro Pedro Pires, da Companhia Feijão. “Somos pela extinção desta política de renúncia fiscal”, diz. “Mas já sabemos por experiência própria que, se não houver políticas públicas, ficaremos nas mãos do governante de plantão.” (extraído do sitio cultura e mercado). Outra questão ruim levantada pela classe é que a lei fala de critérios para aprovação dos projetos, mas não descreve quais são estes critérios. Pela demanda da classe artística, esses critérios deverão constar no corpo da lei."

DEARO - Como fica a questão da remuneração do captador de recursos com as mudanças previstas?
"Pelo modelo proposto, o mecanismo de renúncia fiscal não será extinto. Consta no corpo da lei o reconhecimento legal, do elaborador e captador de recursos de projetos. Ao contrário do que vem sendo alardeado – que a classe de captadores de recursos será extinta, que não haverá mais espaço de trabalho, etc; é uma panacéia. Com a implementação das novas alíquotas, a atuação desses profissionais deverá ser ampliada. Não ficará mais concentrada nas mãos desses 3% conforme os dados do MinC. Projetos voltados à pesquisa de linguagem, formação de platéia, com acessibilidade gratuita da sociedade, que tenham menor visibilidade na mídia, e outros, deverão ser contemplados com 100% de dedução fiscal, considere-se também o ranking das empresas que mais investem maior visibilidade para empresas, selo de responsabilidade cultural.  Já os projetos que tenham apelo de mídia, atores globais, ou que recolham royalties, terão isenção fiscal proporcional ao grau de interesse público."

DEAROComo o professor vê de maneira geral as mudanças previstas?
"O Programa de Financiamento e Incentivo à Cultura (PROFIC), ou até mesmo a reformulação da própria Lei Rouanet, como alguns estão aventando, propõe um novo modelo de financiamento e fomento à cultura. O artigo 1º da Lei que propõe a instituição do programa menciona que os projetos deverão estar em sintonia às diretrizes do Plano Nacional de Cultura, e da Convenção sobre a proteção e promoção da diversidade das expressões culturais da UNESCO, da qual o Brasil é país signatário. Isso não é pouca coisa. Se pensarmos que apenas 14% de toda a receita – oriunda da renúncia fiscal -  que circulou nestes últimos anos no mercado cultural foram destinadas às áreas de História, Cultura Afro-Brasileira, Arqueologia, Bibliotecas, Cultura Popular, Fotografia, Folclore, Acervos, Circos, Mímica, Restauro Audiovisual; por analogia podemos pensar que os 86% restantes dos recursos foram destinados a projetos de “cultura” de entretenimento. Claro que há exceções, bons projetos, boas práticas e bom uso dos recursos públicos. O Programa de Fomento às Exportações de Bens e Serviços Culturais, com diretrizes e ações para o desenvolvimento de exportações de bens e serviços culturais, é um avanço significativo sem precedentes na história cultural contemporânea do país. A criação do Vale Cultura de R$ 50,00, aos moldes do Vale Refeição é outro avanço, tanto quanto para os trabalhadores que passarão a ter esse direito, quanto para cadeia produtiva da cultura. Sem falar na loteria da cultura em negociação com a Caixa Econômica Federal, o fundo setorial para  atender as expressões e linguagens de menor apelo comercial como teatro, dança, circo, mímica, etc; possibilidade de parceria público privada em empreendimentos culturais, transferência de recursos do Fundo Nacional de Cultura para Estados e Municípios e Distrito Federal em projetos de co-financiamento, e para encerrar o fato de financiar e promover cultura no país, da mesma maneira que se fomenta à pesquisa científica no país, são mecanismos que poderão viabilizar uma aliança estratégica entre o poder público e o mercado, consolidando assim uma economia criativa de porte, onde toda a cadeia produtiva será contemplada. Desde o pipoqueiro, ou vendedor de maçã do amor na porta do teatro, aos acionistas das empresas que terão suas ações em alta e reconhecida pelo seu valor de face cultural."

Prof. Antonio Carlos Pedro
Designer
Consultor Cultural
DRT 3543/SP


Entrevista com Jogador Betinho do Vôlei


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